O mercado imobiliário brasileiro vive um momento de atenção diante da combinação entre a alta do petróleo Brent e a manutenção da taxa Selic em 14,5% ao ano. Para especialistas do setor, o cenário influencia diretamente o custo da construção civil, o financiamento imobiliário e o comportamento dos investidores.
O barril do petróleo Brent voltou a operar em patamares elevados no mercado internacional, pressionando a inflação global e impactando diversos setores da economia. No Brasil, o reflexo aparece no aumento dos custos logísticos, transporte, combustíveis e materiais da construção civil, como aço, cimento e derivados.
Segundo o especialista imobiliário Ney Daniel, esse movimento gera efeitos importantes no setor:
“Quando o petróleo sobe e os juros permanecem elevados, o mercado imobiliário entra em um período mais seletivo. O comprador passa a analisar melhor o financiamento e o investidor busca imóveis com maior segurança patrimonial e potencial de renda.”
Com a Selic em 14,5%, os bancos mantêm juros elevados nas linhas de crédito imobiliário. Isso reduz o poder de compra das famílias e aumenta o custo total dos financiamentos habitacionais.
Em muitos casos, compradores optam por aguardar melhores condições econômicas antes de fechar negócio, especialmente em imóveis financiados de médio padrão.
A alta do petróleo também influencia diretamente o setor da construção civil. O encarecimento do frete, da energia e de insumos industriais impacta o orçamento de obras e pode elevar o valor final dos empreendimentos imobiliários.
Para incorporadoras e construtoras, o momento exige maior planejamento financeiro e controle operacional.
Mesmo em um cenário de juros altos, o mercado imobiliário continua sendo visto como proteção patrimonial de longo prazo. Segundo Ney Daniel, imóveis bem localizados, compactos e com potencial de locação seguem atraindo investidores.
Studios, apartamentos em regiões centrais e imóveis com perfil de renda imediata tendem a manter boa procura, especialmente em grandes centros urbanos como Curitiba.
Especialistas avaliam que períodos de juros elevados também criam oportunidades de negociação. Proprietários que precisam de liquidez podem flexibilizar condições de venda, abrindo espaço para compradores estratégicos.
“Quem compra imóveis com inteligência em ciclos de juros altos normalmente colhe valorização quando a economia retoma crescimento e os juros começam a cair”, destaca Ney Daniel.
O cenário econômico segue sendo acompanhado de perto pelo setor imobiliário, que mantém expectativas sobre os próximos movimentos da inflação, do petróleo internacional e da política monetária brasileira.
📈 Cotação do Petróleo Brent – Investing.com
A queda gradual da taxa Selic reacende expectativas no mercado imobiliário. Ney Daniel, especialista imobiliário e jornalista da Vivanterre Imóveis, analisa oportunidades para compra, venda e investimento em imóveis em Curitiba e região.
No acumulado do ano, o desempenho ainda mostra um mercado crescendo abaixo da inflação, diante dos altos juros e do custo do crédito imobiliário, segundo Índice FipeZAP